Richard Wagner
(Leipzig, Alemanha 1813 - Veneza, Itália 1883)
Sua música instrumental do tempo de mocidade é insignificante. Reconhecendo seu talento duplo, de músico e poeta, deixou de escrever óperas comuns para dedicar-se ao novo gênero que criara, o Drama Musical. Encontrou na crítica, no público e nas casa de ópera, as mais fortes resistências e envolveu-se em polêmicas, numa situação agravada pelo exílio por motivos políticos.
Poderia facilmente salvar-se, fazendo concessões ao gosto dominante, mas preferiu ficar fiel a si próprio. Como reverso dessa força de vontade, seu caráter era desagradavelmente egoísta e vingativo. Quando finalmente conseguiu vencer, mandou construir para suas últimas obras um teatro em Bayreuth.
Desde suas primeiras óperas (Rienzi, 1839; O Navio Fantasma, 1841; Tannhäuser, 1843 - 1845; Lohengrin, 1845 - 1848) que partem do romantismo de Weber e da tradição sinfônica de Beethoven, afastou-se da concepção italiana, renunciou aos floreios vocais, impôs uma ação musical contínua e intensificou a participação orquestral, além de valorizar a importância do libreto como fundamento do drama lírico. Wagner aboliu toda a extrutura a ópera tradicional, com suas árias, duetos, etc., substituindo-a por uma seqüência dramática de cenas totalmente postas em música (durchkomponiert). Em vez de melodias, criou a melodia permanente, com base na orquestra. Escolheu, como enredos, temas de lendas medievais ou da mitologia germânica, pondo-as a serviço de suas idéias filosóficas, religiosas e políticas.
O Mapa Astral de Wagner
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