Ludwig van Beethoven
Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn, Alemanha, em 17 de dezembro de 1770, filho de Johann van Beethoven e Maria Madalena Keverich.
A infância de Beethoven não pode ser comparada com a de Mozart ou a dos filhos de Bach. Seu pai passou à história como um ser mau, irresponsável, explorador vulgar do talento do filho. Trancava o menino em uma sala onde o único móvel era um piano, não o deixando sair enquanto não provasse ter aprendido as lições do dia.
Já em 1799, Beethoven havia notado certos problemas auditivos, mas achou que se tratava de um mal passageiro. Pouco a pouco seu ouvido foi diminuindo, o que o levou a procurar médicos, sem resultados. Em 1801 a situação começa a tornar-se alarmante.
Durante certo tempo considerou-se possível que a perda da audição fosse efeito secundário da sífilis contraída em jovem. Isso não foi suficientemente comprovado, embora, de um ponto de vista médico, possa ter fundamento.
O seu estado se agravou durante os primeiros meses de 1827. Faleceu na manhã de 26 de maio. Segundo a autópsia, a causa da morte foi cirrose.
A Obra de Beethoven
A música de Beethoven está entre o classicismo e o romantismo. É clássica pelo rigor da forma musical, e romântica pela emoção íntima. Percorreu, conforme tese aceita, três fases ou períodos diferentes: a juvenil, a madura, e uma terceira fase que não convém designar como estilo de velhice, num artista que morreu com apenas 57 anos.
Primeira fase:
É caracterizada pôr um estilo tempestuosamente emocional, contemporâneo do pré romantismo alemão, embora se encontrem ainda traços mozartianos.Principais obras: Sonata op.13 para piano (Patética), Quarteto para cordas op.18,Septeto op.20, suas duas primeiras sinfonias
Segunda fase:
Clássica na forma, mas romântica e individualista. É a fase das obras tipicamente beethovinianas. Principais obras: Sonata op.27 N.2 (Ao Luar), Sinfonia N.3(Heroica), Sinfonia N.5, Sinfonia N.6 (Partoral), Sinfonia N.7 , a ópera Fidélio, os concertos para piano e orquestra N.4 op 58 e N.5 op.75 (Imperador),o concerto para violino e orquestra op.61; os trios op.70 N.1 (Fantasma), e op.97 (Do Arqueduque), a sonata para violino e piano op.47 (Kreutzer), as sonatas para piano op. 30 N.2 (Tempestade), op.53 (Aurora), op.57 (Apassionata).
Última fase:
É a da mais profunda interiorização, chegando a expressões que os contemporâneos só sabiam explicar pela surdez, e que hoje se nos afiguram como abstrações sobre-humanas e como grandes documentos humanos. Principais obras: sonata para piano op.106 (Hammerklavier) ,sonatas para piano op.109, 110 e 111,as "Variações sobre uma Valsa de Diabelli" para piano, a sinfonia N.9 (Coral) ,a Missa Solemnis, os últimos quartetos.
O Mapa Astral de Beethoven
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