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Na Bíblia, o Evangelho segundo São João diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus..., e nada do que foi feito, foi feito sem Ele”. Os Vedas dizem: “No princípio era Brahma, com quem estava o Verbo. E o Verbo é Brahma”.
Como se vê as religiões do Leste e do Oeste concordam que “no princípio era
o Verbo”, ou seja, existe uma verdade unânime a respeito da Cosmogêneses
que afirma que Deus ou Brahma ou um ser divino criou o Universo e o fez por
intermédio de uma emanação vibratória.
Portanto, o Verbo é vibração em forma de som, é o Tom Cósmico, é o “OM”
dos hindus, é o Som Fundamental dos antigos chineses e se acha presente em toda
parte como vibração divina.
O Verbo e o OM são a mesma coisa. Esse Som Cósmico, impregnado
da Essência da Consciência tem recebido uma variedade de nomes oriundos
de culturas diferentes através dos tempos: AUM, AMEN, OMEN, O LOGOS, A PALAVRA
PERDIDA, etc.
O OM é uma vibração universal, superfísica, que é causa e essência de
toda a matéria e som. Será que essa idéia é pura superstição primitiva ou está
de acordo com o que nos diz a ciência moderna a respeito da natureza da matéria?
De forma bastante superficial, podemos dizer que a física hoje diz que os átomos
e as partículas subatômicas contém e são compostos de energia em estado de oscilação,
o que significa “atividade de natureza vibratória”, cíclica, ondulatória. Parece,
portando, que os físicos atuais podem ter chegado às mesmas verdades conhecidas
pelos antigos hindus. As barreiras entre a ciência e o esoterismo estão desmoronando.
Hoje nos parece evidente afirmar que a música afeta o corpo físico do homem. Essa influência não é difícil de se perceber até mesmo com as nossas experiências pessoais e diárias. A música influi na digestão, nas secreções internas, na pulsação, na circulação, na nutrição e na respiração. Verificou-se até que redes nervosas do cérebro são sensíveis aos princípios harmônicos. A música afeta o corpo humano de duas maneiras distintas: diretamente, como o efeito do som sobre as células e os órgãos e indiretamente agindo sobre as emoções, que acabam influenciando numerosos processos corporais.
Pitágoras, um mestre ocultista, afirmou que o mundo surgiu do caos pelo som
ou harmonia. Foi construído de acordo com os princípios da escala musical, e
os sete planetas, que regem o destino dos mortais, têm movimento e intervalos
que correspondem aos intervalos musicais. Segundo Pitágoras: cada uma das órbitas
celestes tem seu tom definido, sua nota-chave, e juntas entoam uma sinfonia
celestial, que Pitágoras chama de “Sinfonia das Esferas”.
Segundo o conhecimento Rosacruz: “Todo o sistema solar é um vasto instrumento musical, denominado na mitologia grega como A Lira de Sete Cordas de Apolo”. Assim como existem 12 semitons na escala cromática, temos no céu 12 signos do zodíaco. Os signos do zodíaco podem ser considerados a caixa de ressonância da Harpa Cósmica, sendo os planetas suas cordas, que emitem sons diferentes a medida que passam pelos vários signos, influenciando a humanidade de diversas maneiras.
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